quinta-feira, 14 de maio de 2009

Paradoxo do MSN

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Esses dias estava conversando com a minha mãe quando chegamos ao assunto internet. Ela mencionou várias reportagens, estudos psicológicos, patológicos, neurológicos, todos esses lógicos importantes. A idéia era me dar uma dica bem sutil (pobre mulher…) de que eu ficava na internet muito tempo.

Não a desmentirei, absolutamente. Eu assumo que fico na internet por muito tempo e assumo que meu temperamento não é dos melhores quando estou privado da conexão. Se isso é um motivo a trabalhar, pouco me importa, por enquanto. Até onde posso racionalizar, não tenho tido desvantagens consideráveis.

Dentro de um dos argumentos da minha mãe para a minha dissuasão estava aquele de que o MSN desconecta as pessoas, ao invés de conectar. Ele faz as relações ficarem muito impessoais, faz as pessoas se afastarem.

Disse “sim” para não render, mas fiquei pensando nisso. Por alguma razão isso entra por um ouvido e sai pelo outro. Não é porque eu não concordo. Eu concordo. Em parte. Porque, se formos parar pra pensar, o MSN é o lugar onde as pessoas contam os segredos umas para as outras sem precisar ter vergonha. Já contei segredos por MSN que eu duvido que seria capaz de contar pessoalmente.

O MSN, por ser parte da internet, é uma extensão libertária da sociabilidade. É uma forma para quem não é sociável de suprir essa necessidade. Aquele “nerd sem amigos que tem medo de meninas”? Bom, com MSN ele é um galanteador finíssimo que sabe conversar sobre vários assuntos.

Concordo muito com a minha mãe quando ela diz que a internet pode ser nociva. Descordo em igualdade, também. A internet traz malefícios e benefícios. Assim como açúcar, dinheiro e religião. Sou adepto ao batismo digital. A sociedade penaliza os “viciados em computador” da mesma forma que penaliza os viciados em drogas, em bebida alcoólica.

No final, fica uma lição de vida… sobre preconceito, sobre opressão. No MSN vc pode ser qualquer pessoa. Talvez seja essa liberdade que permita que vc, no final, seja vc mesmo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Meu querido feriado.

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Deus criou o mundo em seis dias, descansou no domingo e na segunda se arrependeu. E desde então esse é o dia dos arrependimentos.
Todo mundo sabe que semana santa é feriado-de-familia-e-recolhimento. Pois é. Ao pé da letra.
Mamãe virou pra mim quarta-feira e disse “Seu feriado acaba hoje”. Ok, havia uma semana que eu não parava em casa, mas precisava disso? Doeu, sabe?
Eu apenas sorri e olhei com aquela cara de boa filha. Manda quem pode e obedece quem tem juízo, né?
E eu embarquei no meu feriado tedioso e lazarento. E, quando pensei que estava acabando, ele se encerrou com o golpe de misericórdia: festa de família.
Pra vocês terem uma noção do quanto eu amo esse tipo de evento, eu seria capaz de forjar minha própria morte para não ter que ir. Mas era aniversario de mamãe, então eu fui.
Vocês já devem imaginar que minha popularidade na família não é das mais saudáveis (se fosse eu iria à festa de bom grado). Passei o dia ouvindo comentários carinhosos como “ Quando você vai cortar esse cabelo?”, “ Seus namoradinhos são assim como você?”, “ Você não acha que usa cores demais?”, “ O que sua mãe acha disso?”.
Mas o top, o ápice da conversa foi o André. Conhecem o André? Pois, é, eu também não. Mas, segundo as minhas tias, ele é lindo, inteligente, educado, rico, católico (sim, elas frisaram isso), carinhoso e solteiro. Teoricamente ele me colocaria no bom caminho. Se usarmos matemática simples, podemos concluir que ele provavelmente é um pé no saco. Mas sabe aquela historia do “sorria e acene”? Foi bem isso.
E, pra fechar com chave de ouro, a páscoa! Nada melhor que reencontrar as tias do dia anterior, falar mais um pouco da MINHA vida e, de quebra, ganhar uma enorme quantidade de chocolates que eu não vou comer tão cedo.
Então posso estufar o peito e falar que hoje decididamente é o dia dos arrependimentos. Eu deveria ter forjado minha morte logo na quarta-feira mesmo.
E o feriado de vocês? Como foi?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Manifestação de raiva

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Quando eu era menor falavam que espancar o travesseiro era melhor do que espancar as pessoas. É verdade. Funciona.

Mas espancar travesseiros não transfere o seu ódio para o pobre algodão. A raiva permanece, torna-se parte do seu ser, está visível em cada um dos seus mais ínfimos poros, circula por cada um dos seus mais ínfimos capilares. Ela se esconde de você, mas não vai embora.

Espancar pessoas é a mesma coisa. A raiva não vai embora, e você ainda fica mal no conceito alheio (ao passo de que o travesseiro não pode revidar).

Meu primo costumava espancar a parede, como num raio, uma descarga elétrica curta e poderosa. Mais ou menos similar aos leões que rugem ao léu só para intimidar candidatos ao novo macho-alfa da turminha. É verdade que a mão dele ficava vermelha depois e, no começo, ele tentava esconder a dor e não conseguia.

Há várias formas de se esconder a dor e expressar a raiva, eu acredito. A minha é bem alternativa. Eu desconto toda a minha raiva nas pessoas, mas não fisicamente. Costumo ser bastante ácido... bem mais do que o normal. O problema é que, como eu sou uma pessoa educada, eu costumo esconder minha acidez e mordacidade em meio a palavras e construções frasais complicadas. Minha estratégia depende da imbecilidade alheia.

Alguma sugestão de por que eu faço isso e não espanco o travesseiro?

domingo, 22 de março de 2009

Despretensão

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Fui arrogante.

Gabava-me por vencer argumentos.
Calava-me frente só a intelectuais.


Eis que uma criança me diz


Amo-te.


Calei-me.
O mundo não precisa de complexidade.


Já me disseram que o sucesso é ganhar o respeito de pessoas inteligentes e a afeição das crianças.
Vai ver lá no fundo a gente espera grandes coisas com pouco significado, mas esquece o grande significado das pequenas coisas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Incêndio, Intrusa

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Sabe em que eu estava pensando, Oráculo? Em que, Incêndio? Será que é fácil sair da vida das pessoas? Hum... complicado. Depende da pessoa e da sua relação com ela, né?

A maioria dos meus amigos do colégio passaram na PUC e hoje eu fui vê-los. Não sei se foi o tempo que andei "sumida", mas percebi que todos estão construindo uma vida nova. E percebi também que eu não necessariamente farei parte dela. Isso me apavorou. Todos estão lá, juntos, e por que eu tenho que ir para a faculdade sozinha?
Antes eu tivesse passado lá também. Ia ser mais fácil me adequar a nova rotina deles. Detesto me sentir alheia. E foi exatamente assim que eu me senti hoje. Totalmente por fora das situações, das brincadeiras, das piadas, dos casos.
Isso me fez ter saudades dos meus tempos de colégio.
Crescer dói. /fato

É verdade. Comigo também foi assim, quando eu morei em Pouso Alegre, quando eu morei na Inglaterra. Hoje converso com meus amigos... eles usavam nicks infantis no MSN, frases... Hoje é todo mundo com o nome. A Craw virou Ana Cláudia, a Ana P virou Ana Paula Pinto... até o Zoio virou Gustavo. É como se a carruagem subitamente voltasse a ser abóbora.

Um tempo atrás todo mundo estava naquela de tirar carteira de motorista. Alguns comentavam sobre alguns, mas eu, morando longe, me senti completamente alheio a eles. Como se eu tivesse metade dentro e metade fora da turminha. Mas com 19 anos... será que ainda temos licensa poética pra ter turminhas?

Crescer dói. Concordo.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Primeira dos Dois

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Primeiro esclarecimento de sempre

Há quem diga que um blog se cria de uma hora pra outra. Há quem diga que um blog, como um livro (e por assemelhar-se a tal), demora semanas para ser atualizado.Quem pode estar certo? Os dois, a internet é alguma espécie de casa-da-mãe-joana universal (/fato). Para nós, porém, é tanto fácil quanto difícil criar um blog. Fácil porque eu mesmo já tenho cinco. (Que exagero! Precisa de 5?) Difícil porque o conteúdo mental que vai aqui é quase inesgotável. Se eles ainda não entenderam, não vão demorar a fazê-lo. É algo como uma viagem gigantesca amorfa e anárquica. Engana-se quem pensa que isso é fácil.
Fácil não é mesmo. Agora, por que um blog? Sinceramente, não sei. Gosto de Blogs. Oráculo também (ele tem 5!). Acho que é um jeito de colocar as idéias em ordem. A gente se acaba de escrever, dá pitaco no post do outro e se diverte. Era isso o que eu queria falar. Que vai ser divertido.

Biarquia Heróica e Apresentação
Esse blog é coordenado por duas pessoas. Eu e uma grande amiga. Eu! A idéia é simples, ela tem um blog, eu tenho um blog.
Continuaremos postando neles, claro. Os dois escrevem - de formas completamente diferentes -. Deu pra perceber? Por que não fazer um juntos, então? Já vi blogs assim dando certo. O nosso não tem motivo pra não dar.
Até porque é uma experiência nova! Adoro isso!

Ao terminar de discorrer aqui vc vai acabar chegando aos codenomes. Oráculo e Incêndio. Eu sou o Oráculo, aquele que tudo vê, aquele que tem o controle sobre o tempo e o espaço. É interessante a idéia. Eu faço isso de verdade? Não, é óbvio que não.Isso é relativo. Eu acho que você tem esse controle sim. Afinal, nunca vi ninguem fazer o tanto de coisa que você faz! Eu sou um universitário de 19 anos e só. Mas parece ter uns 25! Mas - como vc vai acabar percebendo com Incêndio - o codenome (que foi criado pra uma brincadeira que será citada mais tarde) encaixa com a minha personalidade metódica e organizada. Por isso, não somos super heróis, mas vergemos as nossas personalidades com base em um conceito heróico.Talvez no fundo todos sejamos super-heróis... Porque um simples nome é um simples nome. E eu não gosto tanto do meu assim. Um codenome é conceitual. É MARA!

Então, eu sou Incêndio. Sou uma quaaase universitária (começo em agosto) e tenho 18 anos. O motivo do codenome? Meu cabelo. Ele é vermelho. Muito vermelho. E eu sou pequena. Tenho 1,56m de altura. Um fiapo. Oráculo gosta de dizer que vai me colocar dentro de um potinho de Yakult. E nossa brincadeira de super heróis...bom, isso fica pra mais tarde (:



Propósito

Dominar o mundo, claro. Não existe outro propósito de nenhuma outra pessoa.
/fato
E crescer.